Salvador

Vamos pensar em Salvador, como uma bela senhora bem perto dos seus 500 anos. Com beleza singular, muito charme, sensualidade, mistérios e também com vários problemas com desigualdades. Como primeira capital do país possui melindres e manias que seus filhos, os soteropolitanos, lhe entendem muito bem. É habitada por pessoas lindas e diferentes, transborda diversidade nas relações e formas. No uso do seu território se vê ocupada a revelia de modo diferenciado pelas pessoas, a depender da cor e classe social. Privilegiada pela natureza, é banhada pelo mar, conta com uma baia na sua apresentação, além de florestas , cachoeira, fontes e vários riquezas naturais. Pouco valorizada pelos governantes sofre de abandono e maus-tratos. Sendo comum se observar construções históricas ruindo pela ação do tempo, ou suas riquezas naturais sendo destruídas sem escrúpulo pelos investimentos imobiliários ou mau uso dos seus moradores. Resistente, preserva ritos e festividades centenárias que lhe conferem identidade própria. Frágil e vulnerável denuncia sem descanso as iniquidades a que se encontra exposta uma grande parte da sua população. Essa é Salvador! Salvador das festas populares, do subúrbio ferroviário, do Centro histórico, da religiosidade, das feiras livres… do sorriso aberto, da queda livre de adolescentes ao entardecer no cais de São Joaquim… ou Ponta de Humaitá. Salvador de Oxum, do Bomfim, Iemanjá, do acarajé, do cravinho… como disse da diversidade, arte e poesia! Cada um desses aspectos, na convivência diária se reflete em narrativas presentes aqui na galeria foto narrativa.